O escopo do projeto, identificado na forma dos seus principais produtos de trabalho e das tarefas do projeto, deve
agora ser decomposto em componentes menores, mais facilmente gerenciáveis e possíveis de serem dimensionados.
Uma estrutura de decomposição do trabalho apropriada deve ser estabelecida. Esta estrutura de decomposição pode ser a
EAP do projeto ou estrutura equivalente. A estrutura de decomposição fornece uma referência para a atribuição de
tamanho, esforço, cronograma e responsabilidades e é utilizada como uma estrutura subjacente para planejar, organizar e
controlar o trabalho executado no projeto. O tamanho é a principal entrada de muitos modelos utilizados para estimar o
esforço, custo e cronograma. Este resultado diz respeito à estimativa de tamanho, enquanto o GPR4 refere-se à
estimativa de esforço e custo.
O tamanho é a dimensão das funcionalidades sob o ponto de vista do usuário. São contadas tabelas internas e externas ao
sistema, classes, objetos, relatórios, telas, consultas a banco de dados, cálculos, transações e atores dos casos de
uso, linhas de código etc. Uma técnica bastante utilizada para medir o tamanho do software é a técnica de Análise de
Pontos por Função (APF) [VAZQUEZ et al., 2005],
que visa estabelecer uma medida de tamanho do software em Pontos por Função. No entanto, é importante enfatizar que o
uso de uma técnica deste tipo não é exigido no nível G do MPS.BR, porém será obrigatória a partir do nível E. No nível
G, a estimativa de escopo, produtos e tarefas pode ser feita baseada na complexidade, no número de requisitos ou no uso
da EAP juntamente com dados históricos e a experiência em projetos anteriores. Uma organização pode também aplicar
técnicas de estimativas próprias que se mostraram eficientes e adequadas às necessidades e características da empresa.
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